terça-feira, 17 de abril de 2012

Entrevista com José Ramos Tinhorão

Poder estar em uma roda de samba com a presença de José Ramos Tinhorão é uma honra para qualquer sambista. Escutar os maios belos sambas do passado acompanhados de comentários daquele que é considerado um dos maiores musicólogos brasileiros de todos os tempos - e, certamente, o maior deles vivo - é um privilégio, uma lembrança para se levar para sempre.

No Bar do Raí, ali no coração da Vila Buarque, formou-se o samba e Tinhorão vibrou, lembrando daquele passado que nós, mais jovens, temos saudade mesmo sem ter vivido. Um passado que trouxe Ismael Silva - admirado pelo pesquisador -, Noel, Wilson Batista, Herivelto Martins e tantos outros bambas.

Antes da roda de samba, Tinhorão bateu um papo com Edinho Carvalho e o É Batucada! registrou esta conversa regada a sambas antigos, histórias que traduzem a personalidade dos grandes artífices de nossa música, além de indagações e elucidações a respeito do papel do samba na sociedade e na música popular brasileira. 

José Ramos Tinhorão nasceu em Santos em 1928, cresceu no Rio de Janeiro e mudou-se para São Paulo em 1968. Atuou em grandes jornais como crítico musical, pesquisou e reuniu enorme acervo de discos em 78 rpm (disponíveis para audição no site do Instituto Moreira Salles) e publicou importantes livros sobre música brasileira.

O programa É Batucada! tem a honra de apresentar, na primeira edição de 2012, este grande brasileiro, José Ramos Tinhorão.

Confiram esta belíssima aula sobre o nosso querido samba.


Parte 01


Parte 02

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Prêmio Paulo da Portela

No dia 10 de dezembro de 2011, os Amigos do samba.com realizaram a entrega primeira edição do Prêmio Paulo da Portela. Idealizado pelo presidente Vicente Ferreira, o prêmio visa a celebração de ações voltadas para a valorização do samba. Em 2011, receberam a homenagem: Fernando Paiva, pela organização das homenagens ao centenário de Chico Santana, e o programa É Batucada!, pelo trabalho de registro e publicação de entrevistas com vários nomes do samba.


Foi homenageado também, ao receber uma placa, Arthur Tirone, o Favela, ele que é responsável por transformar o Clube Anhanguera em um dos principais símbolos de resistência do samba como forma autêntica de manifestação cultural. 



Infelizmente não foi possível documentar todo o evento e a entrega dos prêmios, mas segue um pouco da emoção e gratidão por parte da nossa equipe em receber tamanha homenagem.



Salve!


quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Confraternização do Programa É Batucada! - 2011

Gostaríamos de agradecer a todos os presentes neste momento tão especial, onde comemoramos o grande ano de realizações que 2011 foi para o programa É Batucada!

Bela festa, com a participação de alguns dos entrevistados. Aproveitamos para agradecer: Tuco, Loré, Tia Cida, Paulão e a presença mais que especial do grande Mestre Waldir 59.

Gostaríamos, também, de lembrar a Secretaria de Cultura de São Paulo, que, através do programa VAI, nos proporcionou os elementos necessários para a execução do nosso projeto.

Para nós que formamos a equipe do programa, não haveria melhor forma de comemorar e agradecer a todos que contribuíram e ainda contribuem com a nossa caminhada!


Vida longa ao É Batucada!


quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Entrevista com Barão do Pandeiro

Barão do Pandeiro é uma personalidade no meio do choro e do samba. Tendo começado a praticar a nobre arte de pandeirista ainda na tenra infância – com apenas cinco anos, logo passou a se espelhar em João da Baiana, considerado, por muitos, o maioral na prática deste instrumento, que, assim como Barão, também tem suas raízes nas Arábias.

Ao longo das últimas décadas, conviveu, tocou e aprendeu muito com destacados artistas da Música Popular Brasileira. Nelson Cavaquinho, cujo centenário de seu nascimento é celebrado neste ano de 2011, foi uma das amizades cultivada por Barão. Histórias emblemáticas do sambista mangueirense são relembradas e celebradas nesta entrevista exclusiva concedida por Barão ao Programa É Batucada!

Zé Keti e Clementina de Jesus também foram duas personalidades com quem ele conviveu. Sua rica trajetória musical pelas rodas de choro e de samba fez com que ricas histórias fossem registradas em sua memória. Agora, estas histórias vêm à tona.

Confiram esta cativante entrevista e conheçam passagens marcantes da música popular brasileira.


Parte 01


Parte 02

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Entrevista com Waldir 59

Waldir de Souza, um dos 4 “Waldir” da Ala dos impossíveis, entrou para a história do samba como Waldir 59. Nascido em 1928, entrou para a Portela aos 7 anos de idade e lá permanece até os dias atuais.

Conviveu com grandes nomes do samba, tendo aprendido com os professores, entre eles, o maioral: Paulo da Portela. No entanto, como ele mesmo diz: "todo mundo já se foi, só ficou eu aqui de intrusão, mas enquanto deixar eu vou ficando...". Hoje é o sambista mais antigo, o sócio número 1 da Portela. 

Travou grande amizade com Candeia, e esta parceria rendeu inúmeros sambas consagrados e cantados nas rodas de samba até hoje. Em um dos momentos mais difíceis da vida de Candeia, quando foi baleado - e posteriormente ficou paralítico, para sempre "sentado em trono de rei" -, era Waldir 59 que estava lá prestando socorro ao amigo.


Com Candeia, Bubu e Casquinha, a chamada "Turma do Muro", emplacou diversos sambas enredo. Foi esta geração que substituiu a pioneira, que contava com nomes como Manacéa e Alvaiade e vinha emplacando seguidos sambas-enredos na avenida.


Confira essas e outras histórias nessa entrevista com este grande sambista em edição especial do programa É Batucada! Direto do Rio de Janeiro!!!

Parte 01


Parte 02

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Entrevista com Rafael Lo Ré

Pesquisar novos sambas, compositores, intérpretes e histórias em discos e livros já não bastava. Era preciso ir além, conversar diretamente com os baluartes, aprender sobre o mundo do samba sem intermediários, beber diretamente do néctar. Rafael Lo Ré, nome de destaque da nova geração de sambistas de São Paulo procedeu assim. E foi ouvindo, aprendendo com atenção, que desenvolveu sua verve de compositor e cavaquinista.

Seja pesquisando, seja compondo, Lo Ré vive o samba. Sente-se o amor ao samba ao conversar com ele, ao escutá-lo falando sobre o ritmo quente, que é a alma musical do Brasil. Com 13, 14 anos, ganhou seu primeiro cavaquinho. A atenção ao compositor sempre norteou suas audições. Foi pra saber mais quem eram estes que faziam samba que passou a frequentar a Rua General Osório, onde pôde ver em ação nomes como Jamelão e Cabelinho.

Ao lado de outros sambistas que compartilham do mesmo ideal, como Paulo Mathias e Tuco - para citar dois relevantes nomes -, fundou o Glória ao Samba, "uma roda para se cantar o samba com emoção, para aprender". Influenciado por Alcides e Chatim, passou, nos últimos anos, a dedicar com mais esmero à arte de compor.

A arte de pesquisar também é desempenhada com fervor. Uma extensa pesquisa sobre os antigos compositores do Morro do Salgueiro culminou com um grande encontro da Velha Guarda, em um dia especial na vida do jovem sambista, que pôde cantar, feliz, com aqueles mestres, sambas divinais.

Estas e outras histórias desta importante figura do samba contemporâneo você pode conferir nesta edição do Programa É Batucada!

Parte 01


Parte 02

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Entrevista com Paulão, Sr. Mangueira e Sr. Germano

Aqueles que viveram o samba intensamente ao longo das últimas décadas puderam presenciar transormações indeléveis em vários aspectos relacionados ao "ritmo quente". No carnaval, desapareceram os balizas. No samba da cidade, aquele ainda com as marcas do campo, sumiu a roda de tiririca, bem como praticamente todas as heranças rurais. No rádio, extinguiu-se a musica de qualidade, o chamado samba autêntico. Quem viveu, viu. Paulo Sérgio Joaquim, o Seu Paulão, José Germano, o Seu Germano, e Vanderlei Silva, Seu Mangueira, viram.


Três nomes da Baixada Santista. Conheceram-se, como não podia deixar de ser, na boemia, nas rodas de samba, na madrugada. Hoje, ainda respiram samba, compõem, convivem com a nova geração, participam ativamente da cena contemporânea. Como o samba, estão aí. Afinal, tudo passa e o samba fica. Passa a bossa nova, passa a jovem guarda, passa a lambada, passa o sertanejo, passa o pagode e o samba fica. Altaneiro, sempre.


Paulão é um sambista que vive com os jovens, com aqueles que estão fazendo acontecer. Abriga os sambistas em sua casa e com eles compartilha, ensina e também aprende. Gostava de samba desde pequeno, assim que pôde virar sambista, virou. É referência, um verdadeiro padrinho para os novos. Compositor de mão cheia. Partideiro.


Seu Mangueira sabe tudo sobre a Verde e Rosa, conhece e admira a história e os sambas da Estação Primeira. Mas também ama as outras Escolas. Ama o samba, sobretudo, desde quando era garoto, em Minas Gerais, quando já cativava os ouvidos com as sanfonas de seus tios. Aprendeu samba na várzea, como se fazia muito nos tempos idos da Pauliceia.


Seu Germano, pai do sambista Douglas Germano, nome de destaque da nova geração do samba paulista, é do tempo da tiririca. Tocou com bambas, desfilou ainda no tempo dos balizas, no Anhangabaú, é compositor de mão cheia. Caneta boa que tem, arriscou-se até no teatro, tendo escrito um musical que foi encenado no Teatro Raul Cortez, em Santos. Sambista reconhecido em quatro costados, tendo, inclusive, chegado a morar com Jamelão.


Baluartes. 

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Parte 02